terça-feira, 30 de julho de 2013

IKEA doa 3,5 milhões de doses de almôndegas a bancos alimentares

A comercialização das doses de almôndegas foi suspensa este ano,
depois de terem sido encontrados vestígios de carne de cavalo em três
lotes


IKEA doa almôndegas a bancos alimentares
D.R.
29/07/2013 | 19:04 | Dinheiro Vivo

O Grupo IKEA doou 3,5 milhões de doses de almôndegas à Federação
Europeia dos Bancos Alimentares (FEBA), sendo metade da oferta
destinada ao Banco Alimentar Contra a Fome, que distribuirá os
alimentos pelos 16 centros de Portugal.

A comercialização das doses de almôndegas foi suspensa em março deste
ano nas superfícies do Grupo IKEA, depois de terem sido encontrados
"vestígios de carne de cavalo em apenas três lotes", como se refere em
comunicado.

"A partir desse momento, todas as almôndegas com data de produção
anterior à suspensão das vendas foram armazenadas em arcas
frigoríficas, em centros preparados para o efeito, na Europa. O Grupo
IKEA tem estado, desde então, a avaliar o melhor destino para estes
milhões de refeições, sempre procurando encontrar a solução mais
sustentável e que evitasse o desperdício alimentar", acrescenta-se.

O Grupo IKEA considera que os alimentos ofertados "são de qualidade,
absolutamente seguros e saudáveis e estão em perfeitas condições para
consumo".

"A génese do Banco Alimentar Contra a Fome assenta nos princípios da
dádiva e da partilha, na gratuidade das contribuições, na luta contra
o desperdício de produtos alimentares e na sua repartição pelas
pessoas mais necessitadas. A doação do Grupo IKEA à FEBA insere-se,
sem qualquer dúvida, nos princípios orientadores da nossa missão",
considera a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares
Contra a Fome, Isabel Jonet.

A FEBA é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que
se dedica a combater a fome e o desperdício alimentar na Europa.

A oferta deste lote de doses de almôndegas sucede à decisão do
Ministério Público, tomada na semana passada, em entregar a
instituições de solidariedade social os produtos apreendidos em
fevereiro pela ASAE com carne de cavalo que não apresentam riscos para
a saúde.

Os produtos foram apreendidos no âmbito de sete dos 14 inquéritos
instaurados por suspeita de presença de proteína de cavalo em produtos
de carne bovina expostos para venda.

O MP arquivou sete dos 14 inquéritos abertos após ter sido detetada
proteína de cavalo em amostras de produtos de carne bovina vendida ao
público.

Os processos-crimes foram abertos pelo MP na sequência de deteção, em
fevereiro, da presença de carne de cavalo em lasanhas, canelones,
hambúrgueres e almôndegas em 13 amostras de produtos alimentares
comercializados em vários estabelecimentos.

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO216032.html?page=0

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