sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Banca preparada para financiar o setor agrícola

EMPREENDEDORISMO AGRÍCOLA

por P.M.Hoje15 comentários

Manuel Tavares, diretor do Jornal de Notícias, fez a primeira intervenção do dia


Manuel Tavares, diretor do Jornal de Notícias, fez a primeira intervenção do dia Fotografia © Pedro Granadeiro/Global Imagens
As jornadas de empreendedorismo agrícola começam hoje com uma conferência realizada na Casa da Música, no Porto. Nuno Amado, presidente do BCP, na sua intervenção considerou o setor agrícola muito importante. Acredita que poderá incentivar a economia portuguesa, no entanto, não sendo especialista no setor agrícola prefere falar do papel da banca e das formas que banca tem para apoiar o desenvolvimento desse setor, adiantando que a banca está agora preparada para financiar a agricultura. Manuel Tavares, diretor do Jornal de Notícias, apresentou o painel.
Considerando "clara" a retoma económica do país, acredita que "o nosso défice está a convergir para níveis sustentáveis. E a banca também está melhor preparada do que há uns anos", diz o presidente do Millennium BCP admitindo Nuno Amado as dificuldades da banca. Portanto, pode estar ao serviço do desenvolvimento da agricultura de "forma mais clara", garante.
Nuno Amado está certo que "sem estabilidade política não há melhoria e a melhor forma de medir um indicador da nossa tendência de melhoria como país é analisarmos os preços que os bancos e Portugal consegue emitir no mercado internacional". Acrescenta que os bancos estão disponíveis para analisar os projetos apresentados.
O presidente do BCP sublinha que as taxas estão a descer e portanto "há empréstimos a empresas que estão a 6% mas outras estão a 3%".
Explica que a prioridade do BCP é neste momento o setor produtivo: "o setor primário tem grande potencial de desenvolvimento". E lembra que o banco do qual é presidente ainda é aquele que" mais crédito dá às empresas", com uma quota de mercado "que andará entre os 15 e os 16%", de crédito ao setor agrícola mas pretende atingir os 20% em poucos anos.
Defensor de explorações de maior dimensão diz que "há espaço para o artesanato mas também tem de haver espaço para a indústria", considerando, no entanto, a necessidade de existência de "mais capitais próprios para apoiar esta estrutura"
"Estamos preparados para vos financiar mas era bom que os projetos tivessem uma estrutura adequada. Os nosso financiamento têm de ter um prazo e um perfil adequado ao vosso ciclo de investimento e de exploração, e isso vamos fazer", diz referindo que esta é a visão da banca para o setor.
O setor agrícola é um dos que podem garantir a sustentabilidade do país mas "há muito a fazer", conclui.

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